quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ouvindo a Voz de Deus

"E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me." (Gênesis 3:10).

Ouvir a voz de Deus é a coisa mais doce que existe. Foi assim com Abraão (Gênesis 12:1-3), com Moisés (Êxodo 3:4; 20:1-12), com Samuel (I Samuel 3:4, 8, 10), com Saulo de Tarso (Atos 9:4-5). Quantas mensagens, quantos desafios, quanta orientação, quanto conforto e quanto amor demonstrados.

É bom estarmos alerta para ouvirmos a voz de Deus, que pode vir a nós de várias maneiras. Particularmente, lendo e meditando na Palavra. Deus tem projetos para nós. É preciso estarmos atentos.

Adão ouviu a voz de Deus porque a sua consciência já não estava em paz com o Pai. Adão tinha pecado. No seu íntimo, ele já não tinha paz com Deus. Foi aí que o Senhor veio ao seu encontro. "Adão, Adão, onde estás?" Deus bem sabia onde ele estava. Sabia que ele estava tolhido pelo pecado. Tinha-se escondido em meio às árvores, como se isso o pudesse esconder de Deus.

Deus sabe sempre onde estamos. Na verdade, só há dois lugares onde podemos estar - escondidos entre as folhas do pecado (nas árvores que mostram ainda mais a nossa nudez, o nosso estado de miséria) ou, então, estamos libertos, salvos, livres em Cristo, o Salvador.

Tu, onde estás? Na lama do pecado ou na liberdade que Cristo dá? Onde estás? Morto no pecado (Romanos 3:23; 6:23) ou salvo em Cristo e por Cristo Jesus, o Salvador? (Tito 2:4-5)

Adão estava em pecado (no pecado) e, por isso, quando ouviu a voz de Deus, pela viração da tarde, fugiu e escondeu-se. Teve medo de Deus. Tomou a pior opção. Aquela que, infelizmente, ao longo dos tempos, milhões e milhões têm tomado. Deus é um Pai misericordioso, pronto a perdoar e a abraçar-nos de novo. Não precisamos de ter medo. Temos que nos chegar a Ele, confessar-Lhe os nossos pecados, arrependidos e contritos, e crer no seu amor. Ele nos vestirá. Não com vestes de  peles de animais do campo, mas com vestes de glória, para podermos viver na Sua presença.

Não tema pelo pecado que te atormenta. Vá ao Pai pelo único Mediador entre Deus e os homens. Confesse seus pecados, arrepende-te, crê na graça de Cristo e medo do erro de ti se afastará, pois Cristo já venceu o pecado e a morte na Sua cruz de redenção.

Por Luís José Valério

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Deus Nos Propõe a Escolha Certa

A certeza de que Deus é a nossa salvação não é apenas teoria, é fato.

Deus toma por testemunha a própria criação, obra das suas mãos, para fazer uma maravilhosa afirmação: “Neste dia chamo o céu e a terra como testemunhas contra vocês. Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e morte, entre a benção e a maldição. Escolham a vida, para que vocês e seus descendentes vivam muitos anos.” (Deuteronômio 30:19 - NTLH). Ele ainda prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8).

Deus já fez a sua parte no que diz respeito a nossa salvação. Veja como: ele age fazendo uma proposta “[…] que te tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição […] (RC)." 

Deus dá a possibilidade de escolha. Deus não aflige o homem para que escolha a vida, mesmo sendo a melhor opção, mas ao mesmo tempo mostra que só existem duas opções. Propostas e escolhas – aceitar ou não aceitar, o homem decide.

Para que possamos fazer uma escolha há sempre uma proposta. Alguém ou uma circunstância sempre vai ser o agente para que o homem decida por esta ou por aquela, e sabemos que o sucesso ou o insucesso depende da escolha feita, logo o SENHOR deixa claro que o seu sucesso ou o seu insucesso depende da escolha feita.

No princípio o homem não fez a escolha certa, foi desobediente ao Senhor e isso lhe custou muito caro: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Toda a descendência de Adão hoje sofre as consequências do erro de um.  Mas Deus lhe deu a oportunidade de escolha, a tradução da Bíblia Viva traduz os versículos 23 e 24 de Romanos 3 da seguinte maneira: “Sim, todos pecaram; todos fracassaram, e não puderam alcançar o glorioso ideal de Deus; no entanto, Deus nos declara agora “sem culpa” das ofensas que Lhe fizemos se confiarmos em Jesus Cristo, aquele que em sua bondade tira os nossos pecados gratuitamente”. Portanto: “escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente” (RC).

Deus como escolha certa: Isaías disse: “eis que o Senhor é a minha salvação” (Isaías 12:2). Josué fez escolha certa, ele disse: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais.” “Porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15). No Salmo 119.11 está escrito: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.

O mundo como a escolha errada: Na palavra de Deus está escrito que há duas escolhas para o homem (Mateus 7.13 e 14) nos fala de duas portas e dois caminhos: a porta estreita e a larga, o caminho espaçoso e o apertado.

Jesus apresenta a porta estreita e o caminho apertado como sendo ele próprio. Ele disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida…” (João 14:6) - disse mais: “Eu sou a porta” (João 10:9).

Ele apresenta também a porta larga e o caminho espaçoso como sendo o mundo, ou o que ele oferece. Olhando para muitas coisas que o homem pode ter acesso nesse mundo, aparentemente, não se vê nada de errado que possa ser maléfico ao homem, mas a Bíblia diz: “Há certos caminhos que parecem perfeitos, mas quem segue por eles acabará encontrando a morte” (Provérbios 14:12).

Já sabemos qual é a escolha errada. E também o que ela pode causar. Segundo a palavra de Deus, ela pode causar a morte, a perda da salvação, lembre-se o que ele diz em Deuteronômio 30:19 “escolhe”. O que pode acontecer se a escolha for errada?

Jesus diz que a escolha errada leva à perdição (Mt 7:13) “porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição”. É importante entendermos que em alguns casos, ou na maioria deles, as escolhas erradas não trazem morte física imediatamente, mas sim, longos momentos de dor e sofrimento pelo sentimento de culpa. Às vezes, o homem pode pegar caminho sem volta.

O resultado da escolha certa: Não poderia ser outro senão desfrutar das graças de Deus em toda a sua plenitude. A começar pelo próprio contexto desta palavra. O Senhor deixa claro que, como o céu e a terra que você vê durante todos os dias da sua vida, assim é a sua promessa, quando ele diz: “escolhe a vida para que vivas.

Jesus disse que a escolha certa leva à vida, (Mateus 7:14), uma vida abundante.  “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

Em Deuteronômio 28, Deus fez promessas ao seu povo. Promessas de bênçãos em diversas áreas da vida. A palavra diz no versículo primeiro que você precisa ouvir a voz do Senhor, tendo o cuidado de guardar todos os seus mandamentos.

Portanto, meus amados, se seguirmos os conselhos do Mestre, a Bíblia diz no versículo 2 de Deuteronômio 28 que todas estas bênçãos virão sobre nós e nos alcançarão, quando fizermos a escolha certa. Lembrando: o principal propósito da escolha certa é para que você viva para sempre, é para que, além das bênçãos presentes, você possa desfrutar da plenitude do amor de Deus no reino vindouro.

Que o Espírito Santo que Deus enviou a nós por intermédio do Senhor Jesus Cristo lhe dê sabedoria para fazer a escolha certa nos momentos de decisões importantes.

Por Carlos Roberto Azevedo

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Medo da Morte

Conta-se uma história no Brasil sobre um missionário que descobriu uma tribo de índios numa área remota da floresta. Eles moravam perto de um grande rio. A tribo era amigável e carecia de atenção médica. Uma doença contagiosa estava devastando a tribo e pessoas morriam diariamente. Havia uma enfermaria localizada numa outra parte da floresta e o missionário percebeu que a única esperança para a tribo era se deslocarem até a enfermaria para tratamentos e vacinações. Para chegar ao hospital, porém, os índios teriam que atravessar um rio – uma façanha que eles não estavam dispostos a realizar.
Os índios acreditavam que o rio era habitado por maus espíritos. No entendimento deles, entrar na água seria morte certa. O missionário se dedicou à tarefa difícil de convencê-los a entrarem no rio.

Ele explicou como ele havia atravessado o rio e chegou tranquilo. Os índios não acreditaram. Ele levou o povo ao rio e colocou sua mão na água. As pessoas ainda não acreditaram nele. Ele andou nas águas do rio e jogou água em seu rosto. As pessoas olharam atentas, mas ainda hesitaram. Finalmente, ele virou e mergulhou na água. Ele nadou debaixo da superfície até que saíu do outro lado. Tendo provado que o poder do rio era uma farça, o missionário socou o ar com punho triunfante. Ele havia entrado na água e escapou. Os índios clamaram em alegria e o seguiram para o outro lado do rio.

Jesus viu pessoas escravizadas pelo medo de um poder falso. Ele explicou que o rio da morte não era nada para se temer. As pessoas não acreditaram. Ele tocou um menino e o chamou de volta à vida. Os seguidores ainda não foram persuadidos. Ele sussurrou vida para o corpo de uma menina morta. As pessoas ainda continuaram céticas. Ele deixou um homem morto passar quatro dias no túmulo e daí, o chamou para sair. Será que foi o suficiente? Aparentemente não. Pois era necessário que ele entrasse no rio, submergisse nas águas da morte, até que as pessoas acreditassem que a morte havia sido derrotada. 

Mas, depois que ele o fez, depois que ele saiu do outro lado do rio da morte, era hora de cantar... Era hora de celebrar.

Por Max Lucado

terça-feira, 1 de julho de 2014

Um Amigo de Fato

"Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo." (Mateus 26:38)

Você sabia que, às vezes, a melhor coisa que se pode fazer por alguém que está sofrendo é estar com ela?

Quando eu era um jovem pastor, tinha algum sermão para todo mundo. Mas de lá para cá estive com muita gente que passou por alguma tragédia ou perda e percebi que nem sempre essas pessoas precisam de sermão.

Muitas vezes, elas precisam é de um amigo. Não precisam que alguém diga: "Sei pelo que está passando", ou "Talvez o motivo seja o seguinte..." Precisam de alguém que as ame, que ore por elas, e que chore com elas por causa da grande sensação de perda que estão experimentando.

Jesus experimentou a solidão. Experimentou angústia. No Jardim do Getsêmane, pediu a Pedro, Tiago e João que simplesmente estivessem lá com Ele.

Mas Mateus 26:56 nos conta que pouco tempo depois "todos os discípulos, deixando-o, fugiram". Daí, no que foi talvez o momento mais solitário de Sua vida, Ele clamou da cruz: "Eli, Eli, lemá sabactâni?" que significa: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46).

Muitos acreditam que nesse momento Deus derramou os pecados da humanidade sobre Seu Filho impecável. Quando o Pai Celeste, que é santo, virou a Sua face, Jesus ficou momentaneamente separado d'Ele. Nessa hora, Jesus experimentou uma solidão profunda como jamais experimentamos.

Por isso, da próxima vez que você se sentir deprimido, que se sentir incompreendido, da próxima vez que parecer que seus amigos o abandonaram, saiba disto: Jesus passou por isso. Ele sabe como é. E Ele nunca lhe deixará nem lhe abandonará.

Por Greg Laurie

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um Toboágua Chamado Insanidade

Em Fortaleza está localizado o maior parque aquático da América Latina e nele está o maior toboágua do mundo, o qual possui 41 metros de altura e se chama “Insano”. Não poderia se ter dado nome melhor para esse brinquedo, pois os 41 metros equivalem a um prédio de 14 andares, nele a pessoa desce a 105 km/h. É muita adrenalina. Lá do topo você enxerga uma piscina minúscula te esperando e durante a queda seu corpo descola da prancha.

Tem muita gente que quando chega lá em cima se desespera, quer voltar, mas o incentivo dado pelas outras pessoas da fila – que estão preocupadas mais com a queda do que com o estado psíquico da pessoa – faz com que em meio aos gritos a mesma se jogue. Depois de 5 segundos, quando já estão dentro da piscina,  muitos querem ir de novo, outros dizem que não vão nunca mais, mas muitos que foram uma vez, voltam sempre.

Não vim fazer propaganda de parque aquático, mas vim falar sobre insanidade. O sinônimo de insano é loucura e insensatez, é se opor à razão e agir deixando de lado o bom senso. Isso acontece com quem desce o toboágua, deixa a razão de lado e se entrega à adrenalina. Mas sabia que existem outros toboáguas iguais ou maiores do que esse em cada um de nós?

Todos enfrentamos dificuldades em alguma área de nossa vida. Cometemos pecados que nos afastam de Deus, pecados que não queremos cometer, mas de forma insana os repetimos sempre.

Às vezes eu me sinto no topo do toboágua, olhando para o pecado e pensando se me jogo ou não. Aí, nessa hora, eu não consigo dar ouvidos à minha razão e não consigo olhar para Deus que está acima, mas só consigo olhar e dar ouvidos às pessoas que estão ao redor, pessoas insanas que irão se jogar depois de mim, pessoas que não querem que eu recue, elas querem ver minha queda, pois precisam dela para justificar sua insanidade.

Muitas vezes sabemos o erro que iremos cometer, mas não temos força para vencê-lo e mostrar aos outros que recuar é a melhor saída. Preocupamo-nos tanto com a nossa aparência para agradarmos quem está ao lado, que deixamos de lado quem está acima de nós. É aquela dose a mais na mesa, aquela experimentada no cigarro ou no pó, aquela olhada na mulher que está passando ou no site proibido, enfim, são várias as situações que sabemos que não vão dar certo se continuarmos, mas insistimos.

Certa vez estava com a minha esposa dirigindo em uma rodovia quando levei um “tranca” de um caminhão, de forma insana e vingativa eu coloquei meu pequeno carro na frente e freei, só para fazer raiva ao motorista. Insano não? E se ele não freia?

E quando não há ninguém do lado incentivando? E quando não se há motivo? E quando estamos sozinhos? Porque mesmo assim me jogo do toboágua?

Existe uma outra definição para insano que li em um manual do Celebrate Recovery, escrito por Rick Warren e John Baker, que diz que Insanidade é fazer a mesma coisa repetidas vezes, esperando que o resultado seja diferente.

Isso acontece muito quando estamos sozinhos. Olhamos para o pecado e achamos que pela nossa própria força poderemos vencê-lo, aí arriscamos mais uma vez e justificamos dizendo para nós mesmos que essa será a última vez. Será mesmo?

O apóstolo Paulo nos ensina que se estamos em Cristo somos nova criatura, as coisas velhas passaram e tudo será novo, mas se é assim, porque as coisas velhas ainda permanecem? O problema é que queremos que tudo seja novo, mas não queremos estar em Cristo, não deixamos ele ser a roda do nosso carro, mas o deixamos como estepe, e só corremos até Ele quando precisamos mesmo, quando não há nem borracharia ao lado para socorrer.

Gosto muito de uma frase de Rick Warren que diz: “Sempre haverá uma luta entre a carne e o espírito; vencerá aquele que for melhor alimentado.”

Em 1 Coríntios 10:13 Paulo diz: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.”

Deus nos traz à memória o escape, que é Ele mesmo, o único que pode nos dar força para recuar, para desistir do toboágua e naquele dia não se jogar.

Quer fugir da insanidade e manter uma vida sensata? Confie em Deus e se jogue nEle, pois é Ele quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele (Filipenses 2:13). E somente Ele pode ser o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxiliando-nos sempre na adversidade (Salmos 46:1).

Portanto, quando estiver no topo do toboágua, não olhe para baixo (pecado), não olhe para o lado (os insanos), olhe para cima (Deus) e confie nEle. Somente nEle.

Quem teme ao homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro” (Provérbios 29:25).

Por Euriano Sales