quarta-feira, 9 de julho de 2014

Medo da Morte

Conta-se uma história no Brasil sobre um missionário que descobriu uma tribo de índios numa área remota da floresta. Eles moravam perto de um grande rio. A tribo era amigável e carecia de atenção médica. Uma doença contagiosa estava devastando a tribo e pessoas morriam diariamente. Havia uma enfermaria localizada numa outra parte da floresta e o missionário percebeu que a única esperança para a tribo era se deslocarem até a enfermaria para tratamentos e vacinações. Para chegar ao hospital, porém, os índios teriam que atravessar um rio – uma façanha que eles não estavam dispostos a realizar.
Os índios acreditavam que o rio era habitado por maus espíritos. No entendimento deles, entrar na água seria morte certa. O missionário se dedicou à tarefa difícil de convencê-los a entrarem no rio.

Ele explicou como ele havia atravessado o rio e chegou tranquilo. Os índios não acreditaram. Ele levou o povo ao rio e colocou sua mão na água. As pessoas ainda não acreditaram nele. Ele andou nas águas do rio e jogou água em seu rosto. As pessoas olharam atentas, mas ainda hesitaram. Finalmente, ele virou e mergulhou na água. Ele nadou debaixo da superfície até que saíu do outro lado. Tendo provado que o poder do rio era uma farça, o missionário socou o ar com punho triunfante. Ele havia entrado na água e escapou. Os índios clamaram em alegria e o seguiram para o outro lado do rio.

Jesus viu pessoas escravizadas pelo medo de um poder falso. Ele explicou que o rio da morte não era nada para se temer. As pessoas não acreditaram. Ele tocou um menino e o chamou de volta à vida. Os seguidores ainda não foram persuadidos. Ele sussurrou vida para o corpo de uma menina morta. As pessoas ainda continuaram céticas. Ele deixou um homem morto passar quatro dias no túmulo e daí, o chamou para sair. Será que foi o suficiente? Aparentemente não. Pois era necessário que ele entrasse no rio, submergisse nas águas da morte, até que as pessoas acreditassem que a morte havia sido derrotada. 

Mas, depois que ele o fez, depois que ele saiu do outro lado do rio da morte, era hora de cantar... Era hora de celebrar.

Por Max Lucado

terça-feira, 1 de julho de 2014

Um Amigo de Fato

"Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo." (Mateus 26:38)

Você sabia que, às vezes, a melhor coisa que se pode fazer por alguém que está sofrendo é estar com ela?

Quando eu era um jovem pastor, tinha algum sermão para todo mundo. Mas de lá para cá estive com muita gente que passou por alguma tragédia ou perda e percebi que nem sempre essas pessoas precisam de sermão.

Muitas vezes, elas precisam é de um amigo. Não precisam que alguém diga: "Sei pelo que está passando", ou "Talvez o motivo seja o seguinte..." Precisam de alguém que as ame, que ore por elas, e que chore com elas por causa da grande sensação de perda que estão experimentando.

Jesus experimentou a solidão. Experimentou angústia. No Jardim do Getsêmane, pediu a Pedro, Tiago e João que simplesmente estivessem lá com Ele.

Mas Mateus 26:56 nos conta que pouco tempo depois "todos os discípulos, deixando-o, fugiram". Daí, no que foi talvez o momento mais solitário de Sua vida, Ele clamou da cruz: "Eli, Eli, lemá sabactâni?" que significa: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46).

Muitos acreditam que nesse momento Deus derramou os pecados da humanidade sobre Seu Filho impecável. Quando o Pai Celeste, que é santo, virou a Sua face, Jesus ficou momentaneamente separado d'Ele. Nessa hora, Jesus experimentou uma solidão profunda como jamais experimentamos.

Por isso, da próxima vez que você se sentir deprimido, que se sentir incompreendido, da próxima vez que parecer que seus amigos o abandonaram, saiba disto: Jesus passou por isso. Ele sabe como é. E Ele nunca lhe deixará nem lhe abandonará.

Por Greg Laurie

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um Toboágua Chamado Insanidade

Em Fortaleza está localizado o maior parque aquático da América Latina e nele está o maior toboágua do mundo, o qual possui 41 metros de altura e se chama “Insano”. Não poderia se ter dado nome melhor para esse brinquedo, pois os 41 metros equivalem a um prédio de 14 andares, nele a pessoa desce a 105 km/h. É muita adrenalina. Lá do topo você enxerga uma piscina minúscula te esperando e durante a queda seu corpo descola da prancha.

Tem muita gente que quando chega lá em cima se desespera, quer voltar, mas o incentivo dado pelas outras pessoas da fila – que estão preocupadas mais com a queda do que com o estado psíquico da pessoa – faz com que em meio aos gritos a mesma se jogue. Depois de 5 segundos, quando já estão dentro da piscina,  muitos querem ir de novo, outros dizem que não vão nunca mais, mas muitos que foram uma vez, voltam sempre.

Não vim fazer propaganda de parque aquático, mas vim falar sobre insanidade. O sinônimo de insano é loucura e insensatez, é se opor à razão e agir deixando de lado o bom senso. Isso acontece com quem desce o toboágua, deixa a razão de lado e se entrega à adrenalina. Mas sabia que existem outros toboáguas iguais ou maiores do que esse em cada um de nós?

Todos enfrentamos dificuldades em alguma área de nossa vida. Cometemos pecados que nos afastam de Deus, pecados que não queremos cometer, mas de forma insana os repetimos sempre.

Às vezes eu me sinto no topo do toboágua, olhando para o pecado e pensando se me jogo ou não. Aí, nessa hora, eu não consigo dar ouvidos à minha razão e não consigo olhar para Deus que está acima, mas só consigo olhar e dar ouvidos às pessoas que estão ao redor, pessoas insanas que irão se jogar depois de mim, pessoas que não querem que eu recue, elas querem ver minha queda, pois precisam dela para justificar sua insanidade.

Muitas vezes sabemos o erro que iremos cometer, mas não temos força para vencê-lo e mostrar aos outros que recuar é a melhor saída. Preocupamo-nos tanto com a nossa aparência para agradarmos quem está ao lado, que deixamos de lado quem está acima de nós. É aquela dose a mais na mesa, aquela experimentada no cigarro ou no pó, aquela olhada na mulher que está passando ou no site proibido, enfim, são várias as situações que sabemos que não vão dar certo se continuarmos, mas insistimos.

Certa vez estava com a minha esposa dirigindo em uma rodovia quando levei um “tranca” de um caminhão, de forma insana e vingativa eu coloquei meu pequeno carro na frente e freei, só para fazer raiva ao motorista. Insano não? E se ele não freia?

E quando não há ninguém do lado incentivando? E quando não se há motivo? E quando estamos sozinhos? Porque mesmo assim me jogo do toboágua?

Existe uma outra definição para insano que li em um manual do Celebrate Recovery, escrito por Rick Warren e John Baker, que diz que Insanidade é fazer a mesma coisa repetidas vezes, esperando que o resultado seja diferente.

Isso acontece muito quando estamos sozinhos. Olhamos para o pecado e achamos que pela nossa própria força poderemos vencê-lo, aí arriscamos mais uma vez e justificamos dizendo para nós mesmos que essa será a última vez. Será mesmo?

O apóstolo Paulo nos ensina que se estamos em Cristo somos nova criatura, as coisas velhas passaram e tudo será novo, mas se é assim, porque as coisas velhas ainda permanecem? O problema é que queremos que tudo seja novo, mas não queremos estar em Cristo, não deixamos ele ser a roda do nosso carro, mas o deixamos como estepe, e só corremos até Ele quando precisamos mesmo, quando não há nem borracharia ao lado para socorrer.

Gosto muito de uma frase de Rick Warren que diz: “Sempre haverá uma luta entre a carne e o espírito; vencerá aquele que for melhor alimentado.”

Em 1 Coríntios 10:13 Paulo diz: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.”

Deus nos traz à memória o escape, que é Ele mesmo, o único que pode nos dar força para recuar, para desistir do toboágua e naquele dia não se jogar.

Quer fugir da insanidade e manter uma vida sensata? Confie em Deus e se jogue nEle, pois é Ele quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele (Filipenses 2:13). E somente Ele pode ser o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxiliando-nos sempre na adversidade (Salmos 46:1).

Portanto, quando estiver no topo do toboágua, não olhe para baixo (pecado), não olhe para o lado (os insanos), olhe para cima (Deus) e confie nEle. Somente nEle.

“Quem teme ao homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro” (Provérbios 29:25).

Por Euriano Sales

terça-feira, 24 de junho de 2014

A Fé Verdadeira

Muitos querem uma fé que lhes deixem imunes dos problemas, das provações e das lutas, mas não foi isso que o mestre Jesus Cristo prometeu aos Seus discípulos.

"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33). 

Por termos uma visão errada da funcionalidade da fé, perdemos em cada adversidade a oportunidade de nos tornar pessoas estáveis, constantes e confiantes. 

Nunca esqueça: a sua fé é mais preciosa do que o ouro e pelas provações é provada e fortalecida.

Por Irismar Oliveira

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Cruz é uma Coisa Radical

"Disse-lhes Jesus: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me" (Marcos 8:34).

A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens. Depois que Cristo ressurgiu dos mortos, os apóstolos saíram a pregar a Sua mensagem, e o que pregaram foi a cruz. E por onde quer que fossem pelo mundo, levavam a cruz, e o mesmo poder revolucionário ia com eles. A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de perseguidor dos cristãos em um terno crente e um apóstolo da fé. Seu poder transformou homens maus em bons. Sacudiu a longa escravidão do paganismo e alterou completamente toda a perspectiva moral e mental do mundo ocidental.

Fez tudo isso, e continuou a fazê-lo enquanto se lhe permitiu permanecer como fora originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudado de uma coisa de morte para uma coisa de beleza. Quando os homens fizeram dela um símbolo, penduraram-na nos seus pescoços como ornamento ou fizeram o seu contorno diante dos seus rostos como um sinal mágico para protegê-los do mal, então ela veio a ser, na sua melhor expressão, um fraco emblema, e na pior, um inegável feitiço. Como tal é hoje reverenciada por milhões que não sabem absolutamente nada do seu poder.

A cruz atinge os seus fins destruindo o modelo estabelecido, o da vítima, e criando outro modelo, o seu próprio. Assim, ela tem sempre o seu método. Vence derrotando o seu oponente e lhe impondo a sua vontade. Domina sempre. Nunca se compromete, nunca faz barganhas, nunca faz concessão, nunca cede um ponto por amor da paz. Não se preocupa com a paz; preocupa-se em dar fim à sua oposição tão depressa quanto possível.

Com perfeito conhecimento disso tudo, Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Assim a cruz não só põe fim à vida de Jesus; termina também a primeira vida, a velha vida, de cada um dos seus seguidores verdadeiros. Ela destrói o velho modelo, o modelo de Adão, na vida do cristão, e lhe dá fim. Então o Deus que levantou a Cristo dos mortos levanta o cristão, e uma nova vida começa.

Isto, e nada menos que isto, é o cristianismo verdadeiro, embora não possamos senão reconhecer a aguda divergência que há entre esta concepção e a sustentada pelo tipo comum de cristãos hoje. Mas não ousamos qualificar nossa posição. A cruz ergue-se muito acima das opiniões dos homens e a essa cruz todas as opiniões terão que vir afinal para julgamento. Uma liderança artificial e mundana gostaria de modificar a cruz para agradar os homens maníacos por entretenimento, que querem divertir-se até mesmo com coisas santas; fazê-lo, porém, é cortejar a tragédia espiritual e arriscar-se à ira do Cordeiro feito Leão. 

Temos que fazer alguma coisa quanto à cruz, e só podemos fazer uma destas coisas: fugir ou morrer nela. E se formos tão temerários que fujamos, com esse ato estaremos pondo fora a fé vivida por cristãos no passado e faremos do cristianismo uma coisa diferente do que é. Neste caso, teremos deixado somente o vazio linguajar da salvação; o poder se irá juntamente com a nossa partida para longe da verdadeira cruz. 

Se somos sábios, faremos o que Jesus fez: suportaremos a cruz e desprezaremos a sua vergonha pela alegria que está posta diante de nós. Fazer isto é submeter todo o esquema da nossa vida, para ser destruído e reconstruído do poder de uma vida que não se acabará mais. E veremos que é mais que poesia, mais que doce hinologia e elevado sentimento. A cruz cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos nem as nossas reputações cultivadas. Ela nos derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente novo, livre e cheio de boas obras.

A modificada atitude para com a cruz que vemos na ortodoxia moderna prova, não que Deus mudou, nem que Cristo afrouxou a sua exigência de que levemos a cruz; em vez disto, significa que o cristianismo corrente desviou-se dos padrões do novo testamento. Para tão longe nos desviamos que nada menos que uma nova reforma restabelecerá a cruz em seu lugar certo na teologia e na vida da Igreja.

Por A. W. Tozer