segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Preço do Comprometimento

"Voltou, pois, de atrás dele, e tomou uma junta de bois, e os matou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se levantou, e seguiu a Elias, e o servia" (1 Reis 19:21).

Quando Elias jogou seu manto, ou sua capa sobre Eliseu, foi um gesto simbólico querendo dizer: "Estou passando o meu chamado para você."

A partir de algumas informações encontradas em 1 Reis 19, descobrimos algumas coisas sobre Eliseu. Em primeiro lugar, sabemos que ele era um homem relativamente rico e veio de uma familia rica.

Como sabemos isso? Porque a Bíblia diz que ele tinha 12 juntas de bois. Naqueles dias, possuir um par de bois significava que você estava muito bem de vida. Para ter 12 significava que você tinha uma considerável área cultivada. Para Eliseu, seguir a Elias não significava uma vida fácil.

O convite de Elias não era para uma vida de lazer ou de um caminho fácil. A vida de Elias era dura. Ele tinha muitos inimigos. Tinha pessoas que o odiavam, sendo a mais conhecida delas a rainha Jezabel. Para Eliseu seguir a Elias significaria que ele teria os mesmos inimigos. As mesmas pessoas que odiavam Elias agora o odiariam.

Muitas pessoas ficam surpresas ao descobrir que a vida cristã não é um parque, mas um campo de batalha. O dia em que você decide seguir a Jesus Cristo, você começa a enfrentar a oposição do diabo. Ele não quer que você cresça espiritualmente. Ele não quer que você ande para a frente. Por isso, ele vai usar todas as cartas que tem na manga para tentar puxá-lo para trás.

Devemos reconhecer que, para seguir a Cristo há um preço a se pagar. Podemos perder alguns amigos. Podemos ter que desistir de algumas coisas. Pode ser difícil às vezes; mas, certamente vale a pena.

Por Greg Laurie

terça-feira, 6 de maio de 2014

Refúgio

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã" (Salmos 46:1-5).

Começamos mais um dia como? Mal abrimos os olhos e já vem a nossa mente a enxurrada de obrigações e afazeres. Horários, noite mal dormida, compromisso que requer atenção, filhos... Não digo para fazer de conta que não temos nada a fazer, mas você se lembrou de agradecer, assim que acordou; pela sua vida, pela noite de sono, pelo teto que te abrigou, e por mais um dia, por os pés no chão e levantar?

Este mundo doido fatalmente nos condiciona a viver no 'automático': acordamos, nos arrumamos correndo, tomamos café, deixamos os filhos na escola, vamos falando ao celular no trânsito, almoçamos... E quando vemos, foi-se mais um dia.

E Deus? No meio de tantos afazeres, lembramos dEle em alguma parte de tantas obrigações? Ele estava ao seu lado por todo o dia, em tudo, mas sequer, em algum período do dia, você se aquietou, sem que fosse pra pedir alguma coisa ou se achar merecedor de pena ou piedade, somente pra ouvir a Sua voz, sentir o Espírito Santo ministrar ao seu coração, e simplesmente conversar com o Pai? Será que estamos dando o tempo e atenção devidas a quem realmente merece?

Crer que Deus é o nosso refúgio, fortaleza, auxílio, braço forte... é uma situação. Nada nos impede de esperar isso de Deus. Deixar realmente Ele ser isso é outra coisa totalmente diferente. Não se lembre de Deus somente quando a batata estiver assando pro seu lado. Não se lembre de orar e esperar alguma coisa no momento de desespero ou quando você não vê solução pra alguma situação.

É aí que está a diferença. Ter Deus como seu tudo, em primeiro lugar, te mostrará que o 'grande problema' não é nada quando estamos com o Senhor em primeiro lugar. O resto, passa a ser resto, literalmente. O que era importante, passa a ser secular, pois Deus, esse sim, tem de ser o seu primeiro fôlego, o seu primeiro sorriso, o seu primeiro impulso de força.

Louve a Deus ao seu primeiro abrir de olhos pela manhã, ao último ao se deitar á noite. Você terá a certeza de viver um Deus que realmente é o seu refúgio e a sua fortaleza.

Por Marcelo Targon

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Volte Para Casa

A prática de usar coisas terrenas para esclarecer verdades celestiais não é uma tarefa fácil. Todavia, ocasionalmente, encontramos uma história, uma lenda ou fábula que transmite uma mensagem tão exatamente como centenas de sermões e com uma criatividade dez vezes maior. Esse é o caso da leitura abaixo. Eu a ouvi contada pela primeira vez por um pregador brasileiro em São Paulo. Embora a tivesse repetido inúmeras vezes, sua mensagem me aquece e me dá nova segurança sempre que faço uma recapitulação da história.

A casinha era simples mas adequada. Ela consistia de um quarto amplo numa rua empoeirada. Seu telhado de telhas vermelhas era um dentre os muitos naquele bairro pobre na periferia da cidade. Era uma casa confortável. Maria e sua filha, Cristina, haviam feito o possível para acrescentar cor às paredes cinzentas e calor ao chão de terra batida: um velho calendário, uma fotografia desbotada de um parente, um crucifixo de madeira. A mobília era modesta: um catre em cada lado do quarto, uma pia e um fogão a lenha.

O marido de Maria morrera quando Cristina era criança. A jovem mãe, recusando teimosamente casar-se de novo, arranjou um emprego e criou a filha do`melhor modo que pôde. Agora, quinze anos mais tarde, os piores anos tinham passado. Embora o salário de doméstica recebido por Maria não lhes permitisse muitos luxos, ele era certo e fornecia às duas alimento e roupas. Cristina tinha também chegado a uma idade em que poderia arranjar um emprego e ajudar a mãe.

Alguns diziam que Cristina puxara à mãe em sua independência. Ela repelia a idéia de casar-se cedo e criar uma família, embora pudesse escolher entre vários pretendentes. Sua pele morena e olhos castanhos atraíam uma série de candidatos à sua porta. Ela tinha um jeito especial de jogar a cabeça para trás e encher o ambiente de riso. Tinha também aquela magia rara que algumas mulheres têm de fazer com que o homem se sinta um rei só por estar a seu lado. Mas a sua maneira irônica de tratar as pessoas mantinha todos os homens a uma certa distância.

Cristina falava muito de ir para a cidade. Ela sonhava em trocar seu bairro poeirento por avenidas suntuosas e a vida citadina. Essa idéia horrorizava a mãe. Maria imediatamente lembrava Cristina dos males das cidades grandes. "As pessoas não conhecem você. Os empregos são difíceis de achar e a vida é cruel. Além disso, se fosse para lá, como iria viver?"

Maria sabia exatamente o que Cristina faria, ou teria de fazer para sustentar-se. Foi por isso que seu coração partiu-se ao acordar certa manhã e ver vazio o leito da filha. Maria soube na mesma hora para onde ela havia ido e sabia também o que deveria fazer para encontrá-la bem depressa. Jogou algumas roupas na mala, reuniu todo o dinheiro que tinha e saiu correndo de casa.

A caminho do ponto de ônibus entrou numa lojinha para a última compra. Fotos. Ela sentou-se na cabine de fotografia, fechou a cortina e tirou fotos suas, gastando quanto pôde. Com a bolsa cheia de fotografias preto-e-branco de si mesma, ela tomou o primeiro ônibus que saía para o Rio de Janeiro.

Maria tinha certeza que Cristina não conseguiria ganhar dinheiro com facilidade. Sabia, entretanto, que ela era teimosa demais para desistir. Quando o orgulho se encontra com a fome, o ser humano faz coisas que jamais pensava fazer antes. Tendo conhecimento disto, Maria começou suas busca. Bares, hotéis, boates, qualquer lugar onde pudesse haver uma meretriz ou prostituta. Foi a todos. E em cada lugar deixou sua foto — colada no espelho do banheiro, pregada num quadro de avisos de hotel, presa numa cabine telefônica. E no verso de cada uma escreveu uma nota.

Não demorou muito para que o dinheiro e as fotografias acabassem e Maria teve de voltar para casa. A mãe cansada chorou enquanto o ônibus iniciava sua longa jornada de volta para sua cidadezinha.

Algumas semanas depois a jovem Cristina desceu as escadas do hotel. Seu rosto mostrava-se pálido. Seus olhos castanhos não dançavam mais, alegres e buliçosos, mas falavam de sofrimento e medo. Seu riso se fora. Os sonhos que tivera se transformaram em pesadelo. Mil vezes quisera trocar aqueles inúmeros leitos por seu catre seguro. Todavia, a cidadezinha em que vivera se tornara de muitas formas distante demais.

Ao chegar ao pé da escada, seus olhos notaram um rosto familiar. Ela olhou de novo e ali no espelho do saguão estava uma fotografia da mãe. Os olhos de Cristina queimaram e sua garganta contraiu-se, enquanto atravessava o salão e removia a pequena foto. Escrita no verso da mesma, achava-se este convite atraente: "O que quer que você tenha feito, o que quer que se tenha tornado, não importa. Por favor, volte para casa."

Foi o que ela fez.

"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28).

Por Max Lucado

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Um Professor Pasmo

Uma pessoa que pensava que a ressurreição era simplesmente um mito, mas que mudou de opinião, foi um dos maiores estudiosos do mundo, Dr. Simon Greenleaf. Greenleaf ajudou a colocar a Faculdade de Direito de Harvard no mapa. Ele escreveu a obra prima de três volumes “Um Tratado da Lei da Evidência”, a qual tem sido chamada de “a maior autoridade em procedimento legal de toda a literatura”. O sistema Judiciário americano atualmente ainda se baseia nas leis da evidência estabelecidas por Greenleaf.

Enquanto ensinava Direito em Harvard, Professor Greenleaf declarou à classe que a ressurreição de Jesus Cristo era apenas uma lenda. Como ateu, considerava milagres impossíveis. Num confronto , três dos seus alunos de Direito o desafiaram a aplicar suas leis aclamadas de evidência à narrativa da ressurreição.

Depois de muita insistência, Greenleaf aceitou o desafio de seus alunos e começou uma investigação das evidências. Aplicando sua mente brilhante nos fatos da história, ele tentou provar que a ressurreição era falsa.

Mas, quanto mais Greenleaf investigava a história, mais pasmo ele ficava com a evidência poderosa de que Jesus de fato havia levantado do túmulo. A incredulidade de Greenleaf estava sendo desafiada por um evento que havia mudado o curso da história humana.

Greenleaf não conseguiu explicar várias mudanças dramáticas que ocorreram pouco tempo depois da morte de Jesus, a maior delas sendo a transformação no comportamento dos discípulos. Não foi apenas um ou dois discípulos que insistiram que Jesus havia ressuscitado; foram todos eles. Aplicando suas próprias leis de evidência de fatos, Greenleaf chegou ao seu veredicto.

Numa mudança de posição chocante, Greenleaf aceitou a ressurreição de Jesus como a melhor explicação para os eventos que ocorreram após a sua crucificação. Para este brilhante Professor e ex-ateu, teria sido impossível para os discípulos persistirem com sua convicção de que Jesus havia ressuscitado se de fato eles não tivessem visto o Cristo ressurrecto.

Em seu livro, O Testemunho dos Evangelistas, Greenleaf documenta as evidências que fizeram com que ele mudasse de opinião. Em sua conclusão ele desafia os que buscam a verdade sobre a ressurreição a examinarem as evidências com honestidade.

Greenleaf foi tão persuadido pelas evidências que se tornou um cristão comprometido. Ele acreditou que qualquer pessoa sem preconceito que examinasse honestamente as evidências como num tribunal concluiria o que ele concluiu – que Jesus Cristo verdadeiramente ressuscitou.

Mas a ressurreição de Jesus Cristo levanta a questão: O que o fato de Jesus ter derrotado a morte tem a ver com a minha vida? A resposta a esta pergunta é o tema central do Novo Testamento cristão.

Se Jesus verdadeiramente derrotou a morte, como as evidências indicam, então apenas Ele poderia responder à pergunta: “Para onde iremos quando morrermos?” E, de fato, esta foi a grande declaração de Jesus antes de ressuscitar Lázaro dos mortos. Ele disse essas incríveis palavras:

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá” (João 11:25-26). Jesus disse que aqueles que depositarem sua fé nEle viverão eternamente com Ele após sua a morte física. Foi esta mensagem que transformou os seguidores de Jesus. É esta mensagem que pode transformar você também quando você depositar sua fé em Jesus Cristo.

Por Larry Chapman

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Quando foi que te vimos?

E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. 

E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:31-40).

A grande dúvida que esta passagem deve provocar entre nós não é se esta pessoa ou aquela, este grupo ou aquele deve ser ajudado ou não. A grande questão é – estamos ajudando?

A bênção do convite para o Reino não girou em torno de questões complicadas de doutrina ou hermenêutica.

O fator determinante não tinha nada a ver com o nome na placa do prédio onde as pessoas se reuniam, muito menos com o que elas faziam ou evitavam de fazer na hora “oficial” de adorar a Deus.

O fator determinante foi o que elas faziam com as outras horas e dias durante a semana quando não estavam servindo a Deus e deviam estar servindo ao seu próximo.

Sem dúvida há questões de doutrina que podem ser determinantes para a salvação. Se alguém acreditar e pregar que Jesus não veio na carne ou que algo fora do Evangelho como circuncisão é determinante para a comunhão em Cristo, essa pessoa pode estar colocando em risco sua própria salvação.

Entretanto, acertar nestas questões de doutrina, enquanto ignoramos o amor ao próximo e as necessidades das pessoas ao nosso redor, também podem levar à condenação eterna. Vamos não só crer no que Jesus ensinou, mas viver o que ele viveu.

Você gostaria de ver Jesus? Segundo ele mesmo, você já o viu. Ele estava sentado naquela lata debaixo do viaduto ontem à noite. Ele estava pedindo esmola na calçada ontem à tarde. Foi ele quem lavou o parabrisa do seu carro agora de manhã no sinal... Ele está aqui, diante dos nossos olhos, apenas esperando para ver se vamos reconhecê-lo. "Quando foi que te vimos, Jesus", perguntaremos um dia. "Ah, você me viu todos os dias..." Ele dirá. 

Oremos: Pai nosso, seu filho Jesus, o próprio Rei, serviu tantas pessoas de tantas maneiras aqui. Não nos falta exemplos nem modelo a seguir. E não nos falta ensino objetivo porque esta passagem é clara. O que nos falta é vontade. Ajude-nos a querer servir como Jesus. O resto o Senhor já nos deu. Em nome de Jesus oramos. Amém.

Por Dennis Downing