quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Por Que Muitos Evangélicos Não Conhecem as Doutrinas Básicas do Cristianismo?

Recentemente o Instituto LifeWay Research divulgou o resultado de uma pesquisa que apontou que boa parte dos evangélicos não conhecem as doutrinas básicas da Igreja. O levantamento concluiu que temas como a salvação, a Bíblia e a natureza de Deus podem confundir os fiéis. De acordo com a publicação, quando perguntados "Quando você morrer irá para o céu, pois confessou seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Salvador?", 19% disseram que não tem certeza. Cerca de 26% dos entrevistados (todos membros batizados de suas igrejas) acreditam que "se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, poderá obter a vida eterna através de outras religiões além do cristianismo".

O resultado dessa triste pesquisa poderia ser uma exceção; mas não é. Outros estudos comprovam a falta de conhecimento bíblico de uma parcela considerável de cristãos, prova disso é que no final de 2011 o Instituto de Pesquisas Barna apontou, como uma das seis principais tendências do Cristianismo na América, que a igreja está se tornando menos alfabetizada teologicamente. O que costumavam ser verdades básicas e universalmente conhecidas sobre o Cristianismo, são agora mistérios desconhecidos para uma grande e crescente parte de crentes.

Outro levantamento do mesmo instituto também indicou que 70% dos norte-americanos não são capazes de citar cinco dos dez Mandamentos e 50% dos jovens do último ano do ensino médio pensam que Sodoma e Gomorra eram casados. Mas não para por aí. Pesquisa realizada com os “americanos nascidos de novo” conclui o seguinte: 31% acreditam que se uma pessoa é suficientemente boa pode ganhar um lugar no céu; aproximadamente a metade (47%) pensa que Satanás “não é um ser real senão um símbolo do mal”; 24% pensam que quando Jesus viveu na Terra ele pecou, tal como as demais pessoas; aproximadamente um em cada quatro pessoas (26%) dos cristãos creem que não importa a fé que pessoa siga, porque todas ensinam o mesmo.

Embora boa parte dessas investigações tenha sido realizada nos Estados Unidos, elas servem de alerta para a igreja evangélica brasileira. Não estamos falando de conhecimento teológico avançado, mas de doutrinas elementares e de um discernimento bíblico basilar da vida cristã.

A falta de conhecimento das Escrituras Sagradas é um problema grave e pode resultar em consequências trágicas para o cristão e para a igreja. O Senhor Jesus foi enfático ao dizer “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus (Mateus 22:29), e em outra oportunidade ele advertiu: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5.39).

Talvez, um dos principais motivos do analfabetismo bíblico entre os cristãos seja a falta de conhecimento doutrinário do próprio pastor. Lembro-me que uma pesquisa realizada pelo editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana, Oswaldo Paião, revelou que mais de 50% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez na vida. A principal justificativa apresentada para tamanha omissão era a falta de tempo.

Ao comentar o resultado do estudo, Paião afirma que “a falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, seriam alguns fatores ensejadores deste cenário
.
Ele ainda destaca que hoje em dia a maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acabam tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso, por isso os ministros da atualidade, em geral, segundo Paião, são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas.

Evidentemente que a situação não pode ser generalizada. Deus sempre mantém o seu remanescente fiel. Entretanto, as palavras de Paião colocam em evidência uma realidade assombrosa e ao mesmo tempo ignorada por muitos obreiros. Como teremos cristãos conhecedores das doutrinas fundamentais da fé cristã se boa parte dos líderes não possui o conhecimento suficiente para instruir, edificar e fornecer alimento sólido para suas ovelhas?

Ovelhas que são criadas sem os nutrientes necessários para a jornada cristã são inconstantes e presas fáceis para caírem no engodo de qualquer vento de doutrina (Ef 4.14). Essa situação é agravada ainda mais quando dos púlpitos provém somente mensagens de autoajuda com forte apelo emocional, sem qualquer palavra de ensinamento para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra (2 Tm 3.17).

Entretanto, apesar do encargo do obreiro (Hb 13.17), o cristão também é o responsável pelo seu próprio alicerce espiritual. Estar preparados para responder sobre a razão da nossa esperança (1Pe 3.15) e ser mestres pelo tempo (Hb 5.12) é uma obrigação de todo o crente. Isso porque, as verdades bíblicas não estão disponíveis somente aos obreiros, mas a toda e qualquer pessoa, principalmente porque o acesso direto ao conhecimento das Escrituras sem qualquer intermediário é um dos pontos fundamentais da igreja cristã a partir da reforma protestante.

Isso no leva a concluir que cada pessoa deve ser consciente e responsável pelo cumprimento do seu papel. O obreiro deve valorizar e efetivamente cumprir o seu chamado, oferendo alimento saudável e fortalecido para as suas ovelhas, sem a desculpa de não possuir o ministério do ensino, afinal, todo obreiro tem o dever de apresentar-se a Deus aprovado, que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15).

Por Valmir Nascimento
Originalmente publicado no Jornal Mensageiro da Paz (Julho de 2013)

sábado, 13 de julho de 2013

“O Que Eu Posso Fazer Por Você Agora?”

Amar o próximo... (Lucas 10.29). Sabe a definição de próximo no dicionário? [...] "o que está perto".

Notei que muitos não amam o próximo porque geralmente não se aproximam, nem mesmo se for necessário.

Qual foi a última vez que você ajudou o próximo, mesmo que com uma pequena atitude? Quando carregou as sacolas para alguém ou cedeu seu assento no ônibus...?

Quando ajudou alguém que não sabia ler ou que não tinha dinheiro para pagar o que havia comprado? Quando ajudou alguém a descer do ônibus ou... deu carona em seu guarda-chuva?

Geralmente "evitamos" as pessoas a nossa volta; nos fechamos em nossa concha, em nosso próprio mundinho particular, onde as pessoas consideradas "estranhas" passam de largo em nossa vida, nem mesmo as notamos. A menos que pisem no seu pé, ou passem à sua frente na fila...

Sabe, gosto de observar as atitudes das pessoas. E vejo coisas interessantes.

Outro dia eu tossia demais, e a senhora ao meu lado pegou um papel e, em meio ao sacolejar do ônibus, anotou em letra toda tremida o nome de um remédio: "tiro e queda" (disse ela pra mim)... Amei!

É difícil encontrar gente assim hoje em dia!

A maioria são indiferentes aos outros, eu as encontro por aí... Pessoas que fingem estar dormindo só pra não levantar do ônibus - ainda mais se houver grávidas e senhoras de idade (aí até roncam!).

Pessoas se acotovelando para entrar no trem, cortando fila, empurrando, chutando... Sempre apressadas, sempre ocupadas... Cada uma preocupada apenas com sua própria vida.

Seus afazeres, seus compromissos, seus prazos a cumprir... e os "próximos"? Ficam esquecidos, ignorados...

Você esbarra neles todos os dias mas não os vê como próximos, mas como estranhos. Afinal, já que você não os conhece, provavelmente nunca mais voltará a vê-los.

Hoje, desafio você a verdadeiramente amar o seu próximo, aqueles a sua volta, conhecidos ou não, e não só praticar o amor ao próximo quando for um dia especifico, tipo: "no dia tal do mês tal vou doar uma cesta básica e mostrar meu amor ao próximo"... Não!

Desafio você a ir além disso! Desafio você a amar o próximo no seu dia-a-dia e praticar este mandamento diariamente. Pelo resto de sua vida aqui: "Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade" (1 João 3:18).

Quer amar o próximo? Olhe em volta!

Veja só a história abaixo... É de uma pessoa que resolveu amar o próximo. Tenho certeza que esta atitude fez mais bem a ela do que aos outros:

Vivemos na geração da rapidez. Há sempre pressa, estamos sempre atrasados, há sempre algum motivo para corrermos.

No meio de tanta correria, fica difícil parar por alguns momentos para observar o outro e as suas necessidades. Será que o senhor sentado ao meu lado no ônibus está precisando de algo? Como anda a vida daquela menina de olhos tristes que acabou de passar por mim? Como eu poderia deixar o dia daquele menino melhor? Esse tipo de pergunta raramente passa por nossas cabeças.

Renata Quintella resolveu fazer algo a respeito. Criou assim o projeto A Jornada, e saiu pelas ruas conversando com as pessoas e perguntando o que poderia fazer por elas naquele momento. Ela ouviu desabafos de amor, ajudou a carregar sacolas, ajudou a empurrar carroça de sucatas, deu abraços e até organizou uma festa de aniversário. No meio do caminho, outras pessoas ficaram tocadas com o gesto de Renata e participaram também.

Veja algumas das pessoas que foram tocadas por esse projeto (que merece muito ser replicado):
jornada-sacola
Sra Dona Eidiná precisou de ajuda para carregar uma sacola pesada.

jornada-sucata
Sr. Paraná precisou de ajuda para empurrar a carroça de sucata.

jornada-vassoura
Sr. Zé Bezerra precisava vender sua primeira vassoura do dia. Ela comprou.

jornada-aniversario
Era aniversário da moça. Renata ajudou a preparar uma festa e alegrar o dia da moça 
(ao lado, a vassoura que comprou).

jornada-loja
Ela precisava de ajuda para varrer a loja.

jornada-abracos

Eles todos precisavam de abraços...
E você, já fez alguma coisa por alguém hoje?

"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (João 13:35).

Por Fernanda Medeiros

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Divórcio Segundo a Bíblia



O divórcio foi autorizado pela lei mosaica segundo uma perspectiva. Era permitido que o marido israelita repudiasse sua mulher. Com a vinda de Cristo, esta perspectiva tornou-se outra. Jesus foi enfático e somente autorizou o divórcio em caso de adultério. "Foi dito: Aquele que se divorciar de sua mulher deverá dar-lhe certidão de divórcio. Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério" (Mateus 5.31-32).

A Lei de Moisés permitia que o marido israelita repudiasse sua mulher, mas os motivos pelos quais ele podia tomar tal deliberação tinha algumas restrições:

As vítimas de violência sexual e o divórcio na Lei de Moisés: Na cultura judaica, a reputação arruinada de uma virgem era pior que o estupro. O estuprador israelita era obrigado a pagar o dote ao pai da vítima, o mesmo valor que ele receberia quando ela se cassasse em cerimônia convencional, e depois de casado dar-lhe a proteção do casamento sem a possibilidade de divórcio, sendo obrigado a cuidar da vítima e das crianças resultantes dessa união. A obrigação de casar-se com a vítima estuprada garantia a ela não ficar solteira, rejeitada por não ter a virgindade, e também servia como meio de desmotivar o sexo sem compromisso conjugal (Deuteronômio 22.19, 29; 24. 1-4).

Divórcio e novo casamento no Código Mosaico: Eram tidos como problemas graves na sociedade israelita a mulher ser incapaz de gerar filhos, possuir defeito físico, fluxo irregular de sangue durante a menstruação, proceder com descuido durante o período menstrual e no descuido outras pessoas ter contato com o sangue. A pessoa que tivesse contato era considerada cerimonialmente impura, o que impelia a todos a exigir cuidados redobrados (Levíticos 15.19, 27).

Se um israelita casasse com uma mulher com este perfil poderia assinar um documento de divórcio e mandá-la embora de casa. E se depois de divorciada essa mulher viesse a se casar com outro israelita e neste segundo casamento ela ficasse viúva novamente ou se tornasse divorciada, o primeiro marido era impedido de reatar laços matrimoniais com a ex-esposa. 

Nestes casos, entre os judeus não era errado a mulher casar outra vez. A mulher israelita divorciada de dois maridos  não tinha impedimento algum para casar-se de novo, desde que não fosse com seu primeiro marido (Deuteronômio 24.1-2). O veto ao primeiro marido era uma maneira de coibir aos homens agirem impetuosamente contra suas esposas e de proteger a reputação das mulheres, que poderia ser vista com alguém imoral e de más intenções.

Divórcio e novo casamento na perspectiva de Jesus: Sobre a questão do divórcio, o ensino de Jesus está registrado em Mateus 5.31-32; Marcos 10.2-12; e Lucas 16.18. Jesus reconheceu que em caso de adultério o divórcio possa ser uma triste medida necessária em caso do cônjuge adúltero ter coração endurecido e não se arrepender de sua infidelidade e manter-se infiel, ou de a parte ofendida ter seu coração endurecido e não ser capaz de perdoar o cônjuge adúltero que se arrependeu e se dispõe a voltar a dedicar-se de maneira correta ao laço conjugal.

Jesus deixou claro reprovar a atitude masculina de desprezar a mulher simplesmente por desagradá-lo, mostrou que não era de acordo com a pouca proteção legal que tinham elas. Lembrou aos judeus que o divórcio é contrário à vontade de Deus, sendo o objetivo divino que o matrimônio perdure por toda a vida. 

Aos rabis que procuraram Jesus preocupados apenas com a letra da Lei, perguntando sobre divórcio e novo casamento, disse-lhes: "Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera, e aquele que casar-se com a repudiada comete adultério" - Mateus 5.32. A resposta esclarece a necessidade de se entender o  propósito da Lei e o plano original de Deus acerca do casamento para a raça humana: um homem e uma mulher casados por toda a vida. A intenção do Senhor permanece inalterada ao passar dos anos, não pode ser ignorada por circunstâncias banais, como por exemplo um lapso quanto ao asseio físico individual feminino, a doença, a infertilidade, o ronco durante a noite, o envelhecimento (Lucas 16.16-18).

O divórcio e o novo casamento pela perspectiva do apóstolo Paulo: Paulo, em 1 Coríntios 6.18, abordando as relações sexuais ilícitas nos faz entender que, espiritualmente, o adultério  não é um pecado pior do que outros. Porém, produz um bojo de questões ao casamento que os outros pecados não produzem. Paulo esclarece que os outros pecados não atingem o corpo da pessoa, enquanto a prática da imoralidade sexual sim. Em suma, descrevendo isso no vocabulário do século 21, a infidelidade conjugal além de ferir o coração da pessoa traída, também a coloca em risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis, e porque é preciso cuidar do corpo como templo do Espírito Santo, a pessoa vítima da infidelidade tem toda liberdade de analisar a situação em que se encontra e divorciar-se se considerar necessário. 

Paulo tratou de outra situação em 1 Coríntios 7.15, quando um cônjuge crente é abandonado por outro, que é descrente. Existem duas correntes interpretativas a respeito. A primeira entende que se o cônjuge descrente simplesmente se afastar, o crente deve permitir que vá embora. No caso dele voltar deve recebê-lo, considerando o pacto matrimonial. O crente desprezado não deveria casar-se outra vez. A segunda interpretação explica que o cônjuge descrente é livre para ir embora, o cristão é livre para conceder-lhe o divórcio e também para casar-se outra vez em outro relacionamento.  

Conclusão: Deus concebeu o casamento como exemplo de harmonia e interdependência. Assim como Cristo reúne muitos indivíduos com personalidades e dons distintos como membros do Corpo de Cristo, que formam a Igreja, o casamento combina duas pessoas num vínculo de compromisso duradouro de fidelidade. A sentença "uma só carne" (Mateus 10.8) acentua a união sexual na intimidade da vida a dois, representa também uma profunda fusão espiritual, à medida que duas pessoas unem tempo, recursos, emoções e objetivos debaixo da mesmo teto (1 Coríntios 12.12-13; Efésios 5.21-33).

Por Eliseu Antônio Gomes
Com notas de Gabriel Ferraz

sábado, 11 de maio de 2013

Graça Filmes Prepara Nova Película


Depois do sucesso de Três Histórias, Um Destino, a Graça Filmes já está dando os primeiros passos para começar a rodar seu mais novo longa-metragem. Júlia é o título provisório da película, cujo roteiro está em fase de desenvolvimento e será produzido em parceria com a empresa norte-americana PureFlix Entertainment. Segundo o diretor executivo da produtora, Ygor Siqueira, o argumento é assinado pelo Missionário R. R. Soares e trata de questões relacionadas a vida conjugal. 

"Vamos falar sobre relacionamento e os obstáculos que os casais enfrentam na atualidade", adianta Siqueira. "Queremos atingir dois objetivos: edificar o Corpo de Cristo e abrir os olhos daqueles que vivem dominados pelas ciladas do mal", complementa ele, feliz com o avanço da empresa rumo a essa nova empreitada. "No primeiro longa , aprendemos a dar os primeiros passos; agora podemos começar a andar e, em breve, correremos", brinca.

Assim como o filme anterior, o novo será totalmente rodado nos Estados Unidos, com atores norte-americanos. A PureFlix Entertainment, parceira da Graça Filmes na produção da nova obra, já é bastante conhecida dos fãs do cinema evangélico no Brasil: Encontro de Casais (EUA, 2011), Missão Secreta (EUA, 2010), e Num Piscar de Olhos (EUA, 2009) são alguns de seus sucessos lançados aqui.

O novo longa-metragem ainda esta está em fase de pré-produção e não tem qualquer previsão de estreia ou definição quanto a forma de lançamento (se nos cinemas ou apenas em DVD).

Por Élidi Miranda
Revista Graça Show da Fé - Ano 14 - N° 165