quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tal Qual um Purê de Batatas

Se pegarmos algumas batatas e as colocarmos em um saco, elas ficarão juntas dentro dele, porém não terão unidade. Bastaria rasgá-lo para que elas caíssem no chão e se espalhassem, cada uma para um lado. Assim acontece quando estamos unidos apenas pelo título de “cristão”. Basta uma discórdia, ou qualquer outro problema, e logo nos separarmos e ficamos confusos.

Porém, se pegarmos as mesmas batatas e tirarmos suas cascas (retirar as máscaras, falar a verdade), colocarmos todas elas na água (meditação na Palavra) e no fogo (Espírito Santo) e deixarmos que cozinhem por alguns minutos (tempo de oração), elas vão amolecer e, então, poderão ser amassadas, tornando-se um purê que já não se pode mais separar.

Não seja apenas um frequentador da igreja, mas parte dela. Tenha tempo de qualidade com Deus, e Ele poderá trabalhar mais em você!
Por Rev. Machado

terça-feira, 10 de abril de 2012

Participantes da Natureza Divina

"Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo."
2 Pedro 1:4-8 

"[...]acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência"- Veja que Pedro destaca que a primeira preciosa benção que recebemos foi a fé. Mas, não podemos nos acomodar com apenas a fé. Ele diz que devemos ser diligentes em acrescentar à nossa fé, a virtude.

Portanto, o primeiro elemento que compõe a natureza divina e que Deus quer compartilhar conosco é a virtude. Esta palavra, neste contexto, significa poder:
"Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos 10:38).

O segundo elemento é ciência. Não se trata do conhecimento por meio de pesquisa empírica. Trata-se do conhecimento de Deus que nos é transmitido pelo Seu Espírito: "Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus" (1 Coríntios 2:10).

O terceiro elemento é a temperança - que significa domínio próprio, equilíbrio: "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gálatas 5:22).
 
O quarto elemento é paciência - É a mesma virtude divina chamada de longanimidade. É esperar, aguardar. É o tempo kairós - o momento certo: "Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor" (Salmos 40:1).

O quinto elemento é a piedade. Não se trata daquele sentimento que nos leva a sentir pena das pessoas. Piedade, neste texto, tem o sentido de devoção; santo temor: "Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade" (Hebreus 12:28).

O sexto elemento é amor fraternal. Que é o que temos pelo nosso próximo. Mas, uma vez, não é sentir dó ou pena de alguém. Fraternidade é o sentimento que nos leva a cuidarmos com amor daqueles que estão à nossa volta: "Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel" (1 Timóteo 5:8).

O sétimo elemento da natureza divina que Deus quer compartilhar conosco é a caridade. O amor ágape, o puro e doce amor: "E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele." (1 João 4:16).

É grande o privilégio que temos, o de podermos nos tornar participantes da natureza divina. A natureza divina, com todos os seus elementos que a compõe, precisa estar abundante em nós.

"Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor."
João 15:10

terça-feira, 20 de março de 2012

O Pecado da Omissão

Quando nós pensamos em pecado, logo vem à nossa mente a idéia de uma prática errada. No entanto, além de o pecado estar relacionado a uma ação, ele também pode simplesmente significar o contrário. Ou seja: nós pecamos quando deixamos de fazer o que o Pai nos pede.

Um exemplo pode ser encontrado no capítulo 25 de Mateus. O Senhor mostra o futuro destino dos ímpios a um tipo bem comum de pecado de omissão: o fato de não pregarmos aos nossos irmãos sobre a palavra e o poder de Deus: 

"Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes" (Mateus 25:41-43). 

Nós temos ignorado uma das principais direções dadas por Deus a nós. O "ide" (Marcos 16:15). Há muitas pessoas ao redor do mundo, e principalmente bem próximas a nós, que não têm recebido a palavra de Deus. É claro que nem todos nós temos a oportunidade de pregar ao mundo todo, ou o dom de pregar em praças, presídios, na televisão e em outros lugares; mas aqueles que temos ignorado são as pessoas que estão bem próximas a nós: nossos amigos e familiares.

Quem nunca, talvez, tenha deixado de ministrar a Palavra à alguém de sua família ou do seu círculo de amizades, quando este necessitava do consolo de Deus em seu coração? Por acharmos que isso possa acabar ou "balançar" os nossos laços de amizade, devido a críticas ou estranhamento dos outros, deixamos de fazer a vontade de Deus. Um parente ou um amigo seu pode estar perdido, preso ao pecado e aflito, mas você é incapaz de chamar-lhe a atenção. Talvez você até dê um conselho tênue, mas jamais entra em uma questão espiritual.

Não se trata também só de conselhos, mas também de orações, de perseverança, de busca, e de até jejum, se necessário. Não podemos ser omissos: devemos semear a palavra de Deus!

Outro ponto, talvez mais importante ainda, trata-se de nossa vida pessoal com o Pai: a obediência à Deus e a meditação na Sua Palavra. É preciso que façamos uma faxina em nós mesmos para retirar tudo aquilo que não provém de Deus. Para estarmos firmes na hora da luta em busca da vitória, devemos dedicar o nosso tempo a Deus; orando, meditando, buscando e adorando ao Senhor. Sem busca não há resposta, e sem reposta não há solução. 

Certa vez ouvi uma definição bem exata para o tipo de pessoa que não obedece a Deus e nem se importa em guardar Seus preceitos: este é o cristão ateu, que vai à igreja, ouve a Palavra, mas que ao mesmo tempo comete todo o tipo de pecado, fazendo de conta de que Deus não existe e não vê o que ele está fazendo.

Confronte-se, faça uma análise pessoal e pergunte-se: "Eu tenho sido omisso? Tenho deixado de falar a meus irmãos sobre Deus e sobre a mudança que ele pode fazer em uma vida? Tenho deixado Deus de lado, não orando e não meditando, ou não dedicando um tempo maior para isso? O que eu tenho sido para Ti, Senhor?"

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno".
Salmos 139:23-24

Por Gabriel Ferraz

segunda-feira, 5 de março de 2012

Mudanças Repentinas de Comportamento

Talvez você conheça pessoas que mudam de atitude de forma repentina e inexplicada e, talvez, você se pergunte se essa pessoa é esquizofrênica ou tem transtorno bipolar.

Em Marcos, no capítulo 8, vê-se que Pedro deixa-se ser usado pelo diabo e é repreendido por Jesus minutos antes de ter uma grande revelação sobre quem era o Cristo, e ser exaltado por Ele: "E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria. E dizia abertamente estas palavras. E Pedro o tomou à parte, e começou a repreendê-lo. Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens" (Marcos 8:31-33). Por que uma pessoa que acabara de receber uma revelação sobrenatural tomou atitudes carnais?

No mesmo episódio, Jesus mostra o motivo da mudança e ensina como viver uma vida constante e crescente: "Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-Me" (Marcos 8:31-33).

Negar-se a si mesmo é renunciar os conceitos e sentimentos humanos apreendidos desde o nascimento. Tomar a cruz é obedecer a Palavra. Finalmente, segui-LO é fazer o que Ele faria se estivesse em seu lugar. 

Por Glauber Morare

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A Língua dos Sábios é Saúde

"Há palrador cujas palavras ferem como espada; porém a língua dos sábios traz saúde." 
Provérbios 12:18

As palavras são muito importantes em nossas vidas, e é imprescindível que cada cristão compreenda inteiramente essa importância, seja quando um mal surge ou quando oramos e não recebemos a resposta prontamente. Em primeiro lugar, é preciso entender que, quando surge um mal em nossas vidas e o cristão logo diz “estou doente, não estou bem”, neste momento ele está assinando um recibo do inferno. É exatamente isso! As nossas palavras valem como um recibo. Talvez você diga “eu sinto o mal” ou “foi diagnosticada uma doença”, mas vejamos o que a Palavra de Deus diz sobre isto:

Em Provérbios capítulo 12, versículo 17 está escrito: “O que diz a verdade manifesta a justiça (...)”. Mas o que é a verdade? Talvez os nossos sentimentos? A Bíblia diz em João capítulo 17:17: “Santifica-os na verdade; a tua Palavra é a verdade”.

Compreenda que não estamos negando o mal. Na verdade, o que fazemos é não aceitar algo que contradiz a Palavra, afinal, mesmo que o mal seja real e que o médico tenha verdadeiramente diagnosticado tal doença, as Escrituras dizem que “(...) pelas suas feridas fomos sarados” (Isaías capítulo 53 versículo 5).
Assim, quando surgir um mal ou o sintoma de uma doença, não o confesse, mas proceda de acordo com a Palavra de Deus. Assuma o que está escrito e resista àquele mal, e certamente ele fugirá! (Tiago capítulo 4, versículo 7).

Tenha muito cuidado, pois quando você ora, determina, e nada acontece, é nessa hora que o diabo começa a agir. E é claro que ele não vai aparecer na sua frente com chifre e garfo nas mãos. Ao contrário, ele surge através de pensamentos como “eu não orei direito” ou “tenho que orar mais forte”, e coisas semelhantes.
Mas então, cristão, o que fazer? Novamente, as nossas palavras valerão muito, pois com elas mostraremos o nosso conhecimento do mundo espiritual. Com elas podemos ser vencedores ou derrotados! (Mateus capítulo 12, versículo 37).

Davi, o grande rei de Israel, mostrava ter um grande conhecimento desse assunto, e na Bíblia podemos encontrá-lo falando assim: “Eu disse: guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha língua: enfrearei a minha boca enquanto o ímpio estiver diante de mim” (Salmos 39), e “Põe o Senhor uma guarda à minha boca: guarda a porta dos meus lábios” (Salmos 141:3).
Salomão, filho de Davi, continuou com esse entendimento da Palavra do Senhor em Eclesiastes capítulo 5, versículo 6: “Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem digas diante do anjo que foi erro (...)”.

Entenda, meu irmão: mesmo que você tenha orado e determinado mas nada tenha acontecido, fique firme e não peque com a tua boca! Coloque uma guarda na porta dos teus lábios, e a palavra que saiu da tua boca não voltará para ti vazia (Isaías 55:11), pois o anjo de Deus cumprirá as suas palavras quando elas estiverem de acordo com a Palavra de Deus (Salmos 103:20).

Portanto, não diga que foi erro ou que você não orou direito; não fale diante do anjo (que é um ser espiritual e só pode ser visto com permissão divina) que foi um erro! Segure sua oração, lute contra as evidências! Não se esqueça que o justo vive da fé! Você não pode recuar (Hebreus 10:28), mas tenha a certeza de que, agindo assim, você desfrutará da vida com saúde!

Para concluir, desconsidere os pensamentos e não retroceda da tua oração. Diga: “Não adianta, satanás! A palavra que saiu da minha boca não voltará para mim vazia! A tua doença já está repreendida em nome de Jesus!”.
 Por Jayme de Amorim Campos